domingo, 7 de agosto de 2011

"...E foi por pouco!"

           

             Pois é, e aqui estou pra contar a história...
           Sufoco, agonia, dor, desespero, sensação de estar morrendo, tudo isso e mais um pouco foi o que senti nesses últimos dias. Para quem não sabe, dia 15 de Julho passei por uma cirurgia (gastroplastia), e que, constantemente, ouvia a frase: "Mas Vivi, você não precisa não...". Claro que preciso, se fiz... né?! Saiu tudo bem, tudo como corriqueiramente, passei os 4 dias internada e na segunda, dia 18, voltei para casa. Até então tudo certo! 
           Dia 22 de julho, (uma semana depois) passei a sentir dores, e digo com toda sinceridade, as piores que senti em toda minha vida! Fui levada para o hospital, às 4 e meia da madrugada, chegando lá, apenas soro e um remédio para dor. Voltei para casa umas 7 e 'pouca'... No mesmo dia, às 13h comecei a sentir todas as dores novamente, só que pra minha sorte, com menos intensidade. E pra dar uma resumida 'graaaande', fiz uns exames e à noite eu já estava internada no Monte Sinai (hospital aqui da minha cidade - Garanhuns). Entrando em contato com os médicos que me operaram, pediram pra me transferir (de urgência) para a cidade de Caruaru, onde passei 10 dias internada. E depois de tomografia, raio-x, endoscopia e o tudo que eu tinha 'direito', tiveram que me 'reabrir', kkkkkk, estranho isso. Né?!Menos mal porque foi por 5 pequenos furinhos. E lá vamos nós, tudo outra vez... 
            Se sofri?! Sofri e muuuito! Graças a Deus a equipe de Dr. Oscar Barreto (o médico fofo que me operou das duas vezes) é altamente competente. Aaah, esqueci de dizer... Eu estava com infecção (já avançada) e por pouco nem estaria aqui pra estar enchendo os olhos de vocês dessas minhas 'besteiras' e 'desses meus 'desabafos'... Algo que não teve um 'culpado'... Algo que se pode acontecer... 'comer' por sonda, usar um dreno, levar por dia mais de 10 furadas, usar um catéter pela jugular... Alguns dos meus sofrimentos, fora ainda ter que ficar longe da minha filha e longe de tudo que gosto de fazer. Só Deus pra me fazer suportar!
            Porém, hoje, depois que a pessoa fica entre a vida e a morte (literalmente), é que passamos... é que passo a dar mais valor às pequenas coisinhas, que antes tinham até um certo significado pra mim, mas não como agora... Como o cheiro e a cor das folhas de uma árvore, como um simples copo d'água, como o som do cantar de um pardal... simples... Muito simples, mas que durante 10 dias da minha vida passei a não sentir, a não ouvir, a não ver.
            Uso também este post, como forma de agradecimento. Agradecimento por hoje poder estar aqui. Agradeço a Papai do Céu, porque isso não tiro como 'castigo', nem algo do tipo, mas sim como uma lição, como aprendizado... Agradeço à minha família, que por um momento 'morreu' um pouco comigo... Agradeço a meus amigos, que se preocuparam, e permaneceram ao meu lado me dando força, me fazendo companhia (companhia mesmo, do tipo ficar lá no hospital em Caruaru comigo, reversando, como Mayara Guedes, Diego Thiganar, Gilka Revoredo...). 
            Agradeço até pelo que passei, pois seja o que for, seja o que você passe, bom ou ruim, certamente se tira algum proveito disso... Proveito, lição, exemplo... 
         E vocês que agoram compartilham um pedacinho do que passei, vos digo, valorizem o que vocês tem de melhor nesse mundo, que é a vida de vocês, a saúde, a família, os amigos (verdadeiros). E quando comento sobre as 'pequenas coisinhas'que hoje dou bem mais valor, não estou apenas colocando aqui pra encher texto não, digo isso porque é a mais pura verdade. Não tem quem não mude (nem que seja um pouco) pra melhor, caso tenha passado por uma experiência dessa, como tive! 
            E perguntam sempre se eu faria tudo novamente. E eu respondo: "Sim.. Tudo (ou quase tudo)."




"O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte."
[Friedrich Nietzsche]